quinta-feira, 19 de julho de 2012

NOVOS MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER


llDepois de dez anos de estudos, a FDA, a agência responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, aprovou a comercialização de um novo comprimido antiobesidade, a lorcaserina. A ser vendido sob nome comercial de Belviq, este é o primeiro remédio para emagrecer autorizado desde 1999, quando foi dado sinal verde ao orlistat, princípio ativo do Xenical, fármaco com efeitos colaterais inconvenientes por agir diretamente no intestino. A lorcaserina foi recebida sem muito entusiasmo pelos especialistas. A falta de ânimo é compreensível. Administrada duas vezes por dia, em dose de 10 miligramas cada uma, ela promove uma redução de 5,8% do peso corporal em um ano – associada, compulsoriamente, a dieta e exercícios físicos. No mesmo período, sob as mesmas condições, as medicações existentes no mercado brasileiro promovem perdas maiores. Com a sibutramina, o remédio antigordura mais vendido no país, à diminuição é de pelo menos 7%. Com a liraglutida (ou Victoza), para o tratamento de diabetes, indicada contra os quilos em excesso pelos médicos, o impacto é de 10% a menos.
A lorcaserina age seletivamente no sistema nervoso central, estimulando a ação da serotonina, um dos neurotransmissores associados à saciedade. “O novo remédio oferece poucos efeitos colaterais”. As reações mais comuns foram enjoo e dor de cabeça, entre outras. Durante os estudos clínicos, a lorcaserina não apresentou a mais perigosa das complicações dos remédios com ação sobre a serotonina, o aumento dos riscos cardiovasculares, como acontece om a sibutramina.
Atualmente, há oito medicamentos emagrecedores em análise na FDA. O mais promissor deles, cuja aprovação deve sair até o fim do ano, é o Qnexa. A medicação traz em sua composição dois princípios ativos, o anorexígeno fentermina e o anticonvulsivamente topiramato. A combinação faz com que o paciente perca até 14% de seu peso em um ano.

llPrincípio ativo: locarserina
Mecanismo de ação: estimula a atuação da serotonina, neurotransmissor associado à sensação de saciedade.
Efeitos colaterais: enjoo, tontura, dor de cabeça, alteração de memória e déficit de atenção.
Resultado com dieta e exercício físico: Redução média do peso corporal, em um ano.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

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