quinta-feira, 17 de maio de 2012

ATIVIDADE FÍSICA


llA atividade física é essencial para o bom funcionamento do corpo humano e uma eficaz ferramenta para auxílio na perda de peso. Toda vez que nosso organismo digere os alimentos, ocorre uma reação química que libera calor. Esse calor, que é a energia usada para manter o funcionamento do organismo, é chamado de caloria.
Assim como ocorre com fogo, o corpo humano precisa de oxigênio para que ocorra a reação química que permite a queima de calorias. Por isso, exercícios físicos que demandam maior consumo de oxigênio levam a uma maior queima de calorias.
Além de levar ao emagrecimento, o exercício físico regular é capaz de aumentar a capacidade de circulação do sangue para os tecidos.

Implicação do cigarro na prática de exercícios físicos
O tabaco dificulta a absorção de oxigênio. Isso reduz o desempenho durante uma atividade física e, conseqüentemente, seus benefícios.

Exercício aeróbio e anaeróbio
Existem diferentes classificações para os exercícios físicos. Uma delas baseia-se na fonte geradora de energia. Exercícios intensos e de curta são chamados de exercícios anaeróbios.
Já exercícios de longa duração e de baixa ou moderada intensidade são conhecidos como exercícios aeróbicos.
Outro tipo de classificação possível refere-se ao nível de intensidade do exercício. Por esse critério, podem ser divididos em alto impacto e baixo impacto. Não existe limite de idade para se exercitar, mas só um especialista pode dizer qual o tipo de atividade física mais indicada para sua condição de saúde.
Importantes dicas para iniciantes
• Comece aos poucos e aumente a freqüência e a intensidade dos exercícios gradativamente;
• Use roupas leves, confortáveis e que facilitem a transpiração;
• Use calçados com sola de borracha ou tênis;
• Evite carregar bolsas e sacolas durante o exercício para não sobrecarregar as articulações;
• O uso de aparelhos sonoros exige atenção redobrada, principalmente em locais públicos;
• Os exercícios devem ser freqüentes: muitos benefícios só aparecem se houver prática contínua;
• A atividade em locais abertos requer atenção e uso de protetor solar.

Como deve ser a alimentação de quem faz atividade física
A alimentação deve ser saudável sempre. Porém, para a prática da atividade física algumas recomendações são importantes: não fazer exercícios físicos em jejum e não comer demais antes de uma atividade física.
Vale lembrar também que a alimentação deve ser compatível com a quantidade de energia gasta no exercício.  O ideal é fazer um acompanhamento nutricional paralelamente à atividade física.
LEMBRE-SE! Segundo Organização Mundial de Saúde (OMS), fazer uma atividade física diária de 30 minutos diminui em até 35% a chance de um ataque cardíaco.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A DESCOBERTA DA INSULINA


ll A descoberta, isolamento e o início do uso terapêutico da insulina estão entre os principais eventos da história da medicina de todos os tempos, pois revolucionaram a história natural do DM. Frederick Banting foi admitido no laboratório do Prof. Macleod, do Departamento de fisiologia da Universidade de Toronto em 1921. Seu objetivo como cientista era isolar o produto de secreção interna do pâncreas, o que Macleod duvidava devido aos efeitos destrutivos do suco pancreático. Entretanto, Banting, juntamente com Charles Herbert Best, seu assistente de pesquisa, realizaram este feito e isolaram a insulina, publicando seus achados em 1922. Nicolae Paulescu, entretanto, um renomado cientista romeno, também havia descrito seu sucesso em isolar o hormônio (denominando-o de “pancreína”) em 1921. O reconhecimento pela sua realização só foi feito 50 anos mais tarde e todos os créditos pelo isolamento da insulina foram atribuídos a Banting, Best e Macleod. Isto se deve ao menos em parte ao fato de que estes pesquisadores não apenas terem isolado o hormônio, como também demonstrado sua aplicação no DM humano. Inicialmente, injetaram o hormônio isolado em cães pancreatectomizados, melhoramndo dramaticamente os sintomas do DM. O próximo passo foi o tratamento experimental de humanos.
Em 12 de janeiro de 1922 foi aplicada em um humano a primeira injeção de insulina com finalidade terapêutica, pelo grupo de Banting e Best na Universidade de Toronto. Leonard Thompson foi o primeiro paciente a se beneficiar desta fantástica descoberta. Na ocasião, tinha 14 anos e pesava cerca de 30 Kg. Os resultados iniciais foram desapontadores. Abscessos se desenvolveram no local da injeção e Leonard ficou agudamente doente. Entretanto, sua glicemia baixou, inicialmente, o que incentivou os pesquisadores a buscarem o refinamento da substância e tentarem a repetição do tratamento. Cerca de seis semanas mais tarde, a tentativa foi repetida com um extrato mais refinado. A glicemia do paciente baixou de 520 para 120 mg/dl em 24 horas e seu peso corporal rapidamente começou a aumentar. Leonard viveu de forma relativamente saudável por 13 anos, até que faleceu por pneumonia aos 27 anos. 
Logo vários outros pacientes puderam fazer o uso da insulinoterapia. A sobrevida média após o diagnóstico da doença aumentou consideravelmente.
O Prêmio Nobel de Medicina em 1923 pela descoberta da insulina foi concedido não a Banting e Best, mas a Banting e Macleod. Na tentativa de consertar a injustiça, Banting publicamente revelou o papel de Best na descoberta da insulina e dividiu com ele o prêmio financeiro. Macleod concordou em fazer o mesmo com Betran Collip, bioquímico que teve participação fundamental na obtenção de extrato pancreático.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quinta-feira, 3 de maio de 2012

OS PRIMEIROS TRATAMENTOS PARA O DIABETES


llPor milhares de anos não se conhecia nenhuma forma para sobreviver ou tratar o DM de forma eficaz. Na Grécia Antiga, era comum que se recomendasse aos pacientes diabéticos a montaria de cavalos, visando reduzir a poliúria. Jhon Rollo foi o primeiro médico a propor a restrição dietética no tratamento de diabetes, na Inglaterra, em 1797, ao observar que o açúcar na urina dos pacientes aumentava após a ingestão de carboidratos e tratar com sucesso um paciente com dieta hiperprotéica e hiperlipídica. Bouchardet (1806 – 1886) valorizou a dieta no tratamento do diabetes, enfatizando a restrição de carboidratos e aconselhando, para substituí-los, a gordura, o álcool e os vegetais verdes. Recomendava, além disso, dias de jejum. Cantani (1837 – 1878) também advogou a restrição  dietética e os dias de jejum para o tratamento de diabetes. A ele foi atribuída a frase “os remédios para o diabético devem ser procurados na quitanda e não na farmácia”. Bouchardet e Lancereaux foram os primeiros a sugerir que a atividade física era capaz de reduzir a glicosúria, em meados do século XIX. Em 1903, a “dieta da aveia”foi introduzida por Von Noorden, em que aveia misturada a manteiga era recomendada para o tratamento. Frederick Allen defendeu em 1913 o ponto de vista de diabetes representava um distúrbio total do metabolismo e insistiu nas vantagens da subnutrição no controle da doença. Outros, por outro lado, recomendavam a alimentação excessiva para compensar as perdas de fluidos e de peso. Em 1915, Sir William Osler levantou até mesmo a possibilidade do uso de ópio para tratamento do diabetes. 
Assim que a ligação entre pâncreas e diabetes foi reconhecida, iniciou-se uma busca pela obtenção de extratos pancreáticos visando o tratamento do DM. Zuelzer, além de obter tal extrato no início do século XX, denominado acomatrol, o injetou em um paciente diabético em estágio terminal. Após a injeção, o paciente apresentou melhora significativa, porém faleceu assim que o acomatrol foi eliminado. Apesar de Zuelzer ter solicitado a patente americana de sua “preparação pancreática para o tratamento do DM”, resultados desanimadores com esta modalidade terapêutica fizeram com que esta fosse abandonada. 
No período em que a insulina foi desenvolvida para o tratamento humano, o tratamento do diabetes era baseado principalmente na subnutrição recomendada por Allen. Este rígido tratamento era mais eficaz no que hoje denominamos DM tipo 2, porém tinha alta mortalidade nos pacientes  que hoje reconhecemos como DM tipo 1. Entretanto, mesmo neste grupo, o tratamento do Dr. Allen permitiu que um número razoável de pacientes jovens sobrevivesse por um tempo até a descoberta da insulina.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A DESCOBERTA DA LIGAÇÃO ENTRE DIABETES MELLITUS E O PÂNCREAS


llOs achados de Dobson influenciaram pesquisadores a buscar as possíveis causas da doença e os órgãos potencialmente envolvidos. Inicialmente, acreditava-se que os rins eram órgãos primariamente afetados na doença, já que a poliúria era um de seus achados centrais. Jhon Rollo foi o primeiro pesquisador a afirmar que a glicosúria do DM era secundária a hiperglicemia e não um evento primário da doença. Estudando um paciente com o que hoje sabemos ser DM tipo 2, registrou a quantidade de açúcares ingeridos e excretados na urina e observou que a quantidade de açúcares eliminado era proporcional a quantidade ingerida. Dessa forma, concluiu que a glicosúria era secundária aos carboidratos dietéticos e uma conseqüência de hiperglicemia. Mais, tardiamente, métodos para medida da glicose no soro e urina foram desenvolvidos e confirmaram os achados de Rollo.
Também levantou-se a possibilidade de o fígado ser o principal órgão envolvido. Havia várias observações de hepatomegalia em pacientes diabéticos, o que hoje em dia sabemos tratar-se de esteatose associada à resistência insulínica. O fato de Claude Bernarde ter demonstrado que a glicose era formada no fígado e que este mesmo açúcar era encontrado na urina de pacientes com diabetes reforçou esta hipótese.
A relação causal entre diabetes e o pâncreas foi suspeitada pela primeira vez por Cawlwy, em 1788, ao observar, na autópsia de um paciente com diabetes, a destruição desse órgão. Entretanto, não foi no final do século XIX (1889) que Oscar Minkowski e Joseph Von Mehring removeram o pâncreas de um cão, o que resultou em diabetes mellitus fatal, demonstrandoa importância do pâncreas para o aparecimento da doença. Este foi também o ponto fundamental para determinação da função pancreática endócrina. A ligação entre a função endócria e as ilhotas de Langerhans só foi reconhecida mais tardiamente, entre 1891 e 1894 por Laguesse.
Paul Langerhans, um estudante de medicina alemão, descreveu agrupamentos de células “claras” no interior do pâncreas, distintas das demais células do órgão e sem comunicação direta com os ductos excretores. Naquela época, sabia-se que o pâncreas produzia enzimas digestivas, mas não foi identificada a função destas novas células não-ducais descobertas. Somente 24 anos mais tarde, Gustave-Edouard Iageusse, estudando a anatomia pancreática, se referiu a estes agrupamentos como ilhotas de Langerhans.
Em 1910 Jean Meyer sugeriu que a secreção pancreática deficiente do DM deveria se chamar insulina por sua origem “insular” nos agrupamentos denominados ilhotas de Langerhans. No entanto, somente mais tarde seria a insulina identificada no interior das células B e glucagom isolado no interior das células B pancreáticas de pacientes que faleciam da enfermidade.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A HISTÓRIA DO DIABETES MELLITUS

llAcredita-se que a primeira civilização a estudar a medicina de forma extensa e registrar observações acerca de suas práticas e procedimentos viveu no Egito Antigo, 1500 a.C. Atribui-se ao papiro Ebers, a primeira referência ao diabetes mellitus. Este documento, que posteriormente se tornou um dos famosos da literatura médica da Antiguidade, descreve tratamentos para “eliminar urina volumosa”, como um composto incluindo frutos e plantas como tâmaras verdes e flores de pepino ou ainda injeções retais de óleo de oliva, mel, cerveja e sal marinho. No entanto, foi somente o século II, na Grécia Antiga, que a enfermidade caracterizada por poliúria foi denominada “diabetes”. Este termo foi cunhado por Arateus, discípulo de Hipócrates, que descreveu a doença como “uma condição extraordinária em que a carne do corpo e dos membros se derretia e se convertia em urina” e observou ainda sua associação com polifagia, polidipsia e astenia. O termo “diabetes” tem origem na palavra grega que significa “passar através de um sifão”, devido ao fato de que um dos sintomas mais típicos da doença era poliúra, com uma quantidade de fluidos eliminada maior do que a consumida, semelhante à drenagem de água através de um sifão. Os médicos indianos Charaka, Susruta e Vagbata foram os primeiros a reconhecer o gosto doce da urina de pacientes com diabetes, notando inicialmente o acúmulo de formigas e moscas ao redor da urina de indivíduos afetados. A mesma observação foi feita na China e no Japão, mas somente no século XVII foi estabelecida conclusivamente a associação entre diabetes e a presença de açúcar na urina, pelas observações de Thomas Willia em 1674 e os experimentos de Mathew Dobson em 1776, na Inglaterra. Willis provou a urina de um paciente diabético e constatou que era “doce como mel”. Dobson forneceu evidências experimentais de que as pessoas com diabetes eliminavam açúcar na urina, aquecendo a urina até seu ressecamento e formado resíduo açucarado. William Cullen, no entanto, foi o primeiro a diferenciar diferentes tipos de diabetes e instituir o termo “diabetes mellitus” (“mellitus = mel, em latim). Em 1769, publicou uma classificação elaborada das doenças humanas que incluía dois tipos de diabetes: 1) diabetes insípidos, com urina límpida, mas não adocicada. Em meados do século XIX, Lancereaux e Bouchardet sugeriram que existiam dois tipos de diabetes, um mais grave em pessoas mais jovens e outro de evolução mais branda, especialmente em idosos e obesos, que posteriormente passaríamos a reconhecer como DM tipo 1, e DM tipo 2, respectivamente.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quinta-feira, 12 de abril de 2012

OBESIDADE: O PAPEL DAS FIBRAS DIETÉTICAS

llFibras dietéticas são carboidratos não-digeríveis presentes exclusivamente em alimentos de origem vegetal. Dados epidemiológicos sugerem que o consumo adequado de fibras pode prevenir o desenvolvimento de obesidade. Populações que reportam maior consumo de fibras também demonstram menor prevalência de obesidade. Um estudo na Suécia com 5.000 indivíduos mostrou associação da obesidade não só com a ingestão energética aumentada, como também com o consumo diminuído de alimentos ricos em fibras, como frutas e vegetais (Lissner ET AL., 1998). Em estudo com adultos jovens, observou-se que o consumo de fibras estava inversamente associado ao IMC, independentemente do consumo de gorduras. Estudos intervencionais encontram maior perda  de peso em sujeitos submetidos a dietas ricas em fibras.
Algumas hipóteses foram aventadas para explicar o poder das fibras de promover a perda de peso e prevenir o desenvolvimento da obesidade. Heatin (1973) propôs que as fibras agem como barreiras fisiológicas para a ingestão de energia por meio de três mecanismos: primeiro, as fibras substituem as calorias e nutrientes disponíveis da dieta; segundo, as fibras aumentam a necessidade de mastigação , promovendo a salivação e a secreção de suco gástrico, resultando na expansão do estômago e promoção da saciedade; terceiro, as fibras diminuem a eficiência de absorção de nutrientes no intestino delgado. Estudos apontam que dietas contendo alimentos ricos em fibras, como frutas e hortaliças, têm papel importante na regulação do peso corporal provavelmente porque seu consumo diminui a densidade energética da dieta, promove a saciedade e diminui a ingestão energética. Dietas que fornecem quantidade adequada de fibras têm, usualmente, menor densidade energética e maior volume do que dietas pobres em fibras, fato que pode limitar espontaneamente o consumo de energia.

O Uso de Adoçantes em Substituição à Sacarose
A maioria dos programas para perda de peso têm enfocado principalmente a redução da ingestão de gordura e açúcar (sacarose), a fim de se evitar o consumo de alimentos de alta densidade energética e a hiperfagia e, assim, alcançar um balanço energético negativo. Entretanto, ainda não está muito claro se a substituição de açúcar de adição (sacarose e outros carboidratos simples) por adoçantes de baixas calorias ou carboidratos complexos, introduzidos como ferramenta para diminuir a ingestão energética, realmente contribui para a perda de peso.
No entanto, a influência do uso de adoçantes como o aspartame, a sucralose e acessulfame-K sobre a saciedade ainda não é bem esclarecida. Enquanto alguns estudos têm mostrado maior apetite após o consumo de alimentos adoçados com adoçantes de baixas calorias, outros não apontaram esse efeito.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM CRIANÇAS

llEsta sempre foi uma doença típica de pessoas maduras, acima da faixa de quarenta anos. Atualmente já não é mais. A causa dessa mudança é, principalmente, resultado do aumento da obesidade infantil, associada aos maus hábitos alimentares.
O aumento de diabetes tipo 2 nas crianças e adolescentes está associado à obesidade, principalmente se houver histórico familiar de diabetes. “Nos EUA quase metade dos diabéticos na infância e adolescência tem DM tipo2”.
Nessa faixa etária o diabetes mais comum é o de tipo 1 (doença autoimune, que esgota a produção de insulina pelo pâncreas), que não está associada ao sobrepeso e nem à alimentação.
“No controle de diabetes, a dieta é essencial. Deve-se realizar uma dieta adequada para a idade, balanceada em macro (gordura, carboidratos e proteínas) e micronutrientes (vitaminas e elementos-traço, tais como, ferro e zinco”).
SE DIAGNOSTICADO CEDO E FOREM CORRIGIDOS OS HÁBITOS DE VIDA COM DIETA E EXERCÍCIOS, CONTROLA-SE A GLICEMIA.
Uma vez instalado, o diabetes terá que ser controlado e voltará, caso o paciente não siga as orientações.
Fast-foods e cantina da escola
Passagem obrigatória para toda criança, mas que bagunçam qualquer dieta.
“Estamos mudando culturalmente, criando hábitos alimentares cada vez mais parecidos aos do povo norte-americano. A alimentação em fast-foods nas praças de shoppings centers e os baldes de pipoca com manteiga demonstram a tendência a copiar o modelo de fora, que favorece a obesidade.
Em minha opinião o currículo escolar deveria incluir aulas de educação nutricional. “Se a criança aprendesse a se alimentar a cantina teria que mudar seu cardápio. A criança mudaria até os hábitos da própria casa”.
COMECE AGORA MESMO
Muitas vezes a reeducação alimentar é para a família inteira. É comum a criança acima do peso também ter um dos pais ou ambos nesta mesma condição. Veja abaixo recomendações para reeducação alimentar de crianças obesas:
• Ao invés de proibir alimentos, o melhor é controlar a porção a ser ingerida.
• Comer devagar em local tranquilo, longe da televisão, videogame ou computador.
• Optar por sanduíches saudáveis, com recheios menos gordurosos, como ricota, embutidos de aves, vegetais folhosos, tomate e queijo magro.
• Incentivar o consumo de frutas (com casca, sempre que possível), verduras, e evitar consumo de alimentos congelados e pré-prontos.
• Estimular a criança a tomar bastante água ao longo do dia, inclusive na escola.
• Evitar refrigerantes, que, além de conterem muito açúcar, prejudicam a saúde dos ossos, causam irritabilidade gástrica e cáries.
• Incentivar brincadeiras e atividades físicas ao ar livre.

Dr. José Amando Mota é médico Endocrinologista e Metabologista